domingo, 14 de novembro de 2010

Outro poema em prosa, dessa vez sobre aquilo que estou a descobrir...

Sim, a vida tem um poder que desconheço. Nos passos simétricos que percorria realmente acreditava que poderia prever cada esquina que chegaria. Quanta inocência!

De repente voei alto... busquei aventurar-me em lugares donde nunca havia estado, e, mais de repente ainda, o que não era esperado, até mesmo desconhecido e negado, tornou-se lugar comum, presentificado.

E numa surpresa quase primaveril, flores se abriram! E, eu, que antes buscava compreender o significado oculto das coisas, deparei-me com o quão simples pode ser o desabrochar de um sentimento....

Assim como quem não quer nada, assim como que a qualquer momento pudesse deixar de existir... Parti.

E como um pássaro que pousa buscando seu caminho através da partida possível, busquei, voltei, segui...

Sim, é primavera. O céu é palco dos sonhos que por serem altos não os alcanço, ainda. Estou aprendendo a voar.

E voando alto me deparo com a beleza de poder bailar acompanhada...

Sim, os pássaros sabem instintivamente para onde ir. Acreditam em seus instintos e por isso chegam.

Talvez essa primavera tenha me ensinado que eu deva voar mais e percorrer menos.

Talvez eu deva sentir o que o céu traz, o que é trazido a mim quando me deixo ir com o seu vento.

Voar é uma arte que quando não se está só é gostoso fazer parte.

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